Já disse o que eu odeio em você? Eu odeio quando você fala muito palavrão, quando confunde a minha cabeça, quando sorri e faz o meu mundo desabar. Odeio mais ainda quando estou te olhando e você percebe, odeio esse teu senso de humor sem graça, odeio as músicas que tu ouve, odeio teus amigos idiotas, odeio teus textos, odeio teu português fajuto, odeio quando tenta falar em inglês e tem que pedir ajuda para mim, odeio quando quer se aparecer. Também odeio quando me corrige, e uma coisa que me irrita muito é eu não poder te odiar. Que droga! Você me faz falar mais palavrões que o normal em uma conversa casual, você me faz diferente e eu não aguento mais isso. Odeio o fato de você saber que tem meu coração nas mãos e mesmo assim insiste em quebrá-lo. Odeio toda essa escrita poética que me lembra de você, odeio quando você murmura e eu não entendo nada, odeio tudo isso. Odeio esses teus olhos, odeio esse teu sorriso, odeio teu cabelo, e odeio essa baboseira sentimental que você me faz escrever. Te odeio tanto que sou incapaz de ficar longe de você. E, odeio mentir para você, porque eu não te odeio, eu te amo. Eu te amo mesmo. Te amo como nunca ninguém amou. E se preciso falo isso em todas os idiomas. Je t’aime. Волим те. Hou van je. Te aroha ki a koutou. Ah, e eu não vou perder meu tempo colocando “eu te amo” em todas os idiomas possíveis, você sabe que o amo, mas eu queria deixar de amar. Te amar magoa, me fere a alma, me faz solitária. Eu queria odiar tudo em você, mas os teus defeitos te fazem perfeito para mim. Mas olha, vê se não quebra meu coração mais.

As dores de Charlotte.   (via fraqueou)

Não mereço uma pessoa que não sabe o que quer. Mereço certezas. Mereço que seja recíproco. Não quero alguém que me bajule o tempo todo. Não precisa abrir porta de carro, oferecer diamantes, pagar o jantar. Só precisa ser sincero. E real. E, principalmente, se entregar por inteiro. Porque não estou aqui para receber metade de nada.

Clarissa Corrêa. (via alentador)